As vendas não acontecem por falta de treinamento

As vendas não acontecem por falta de treinamento
Men talking in bicycle showroom

Um grande produto que não vende tem explicação lógica, o vendedor não foi bem treinado. Trata-se de um problema de gestão que as empresas são responsáveis pelo treinamento de seus vendedores:

“O vendedor que não está preparado para vendas não tem culpa. Falaram muita besteira para este profissional, uma série de inverdades sobre vendas que prejudica seu negócio. Aproximadamente 92% dos vendedores apresentam um desempenho mediano ou medíocre. Tudo que é falado e aprendido sobre venda está errado, portanto é preciso entender o que os outros 8% fazem de certo”  explica o italiano Gerardo Arancioni, um dos maiores especialistas de Brand Positioning na América Latina, responsável pela Pareto Package.

Técnicas vintages não servem mais

O Brasil vive ainda de técnicas de vendas criadas nos anos 60, 70 e 80, modelos bem obsoletos que não permitem que o vendedor tenha excelência. A solução é fazer treinamento sobre o produto em que o vendedor aprenda a falar sobre o produto, passo a passo, motivando o cliente para uma ação de compra:

“Não é mais o catálogo, não é mais o produto, não é mais a característica do que se está vendendo. O vendedor com uma pastinha na mão, que ainda tem no Brasil, são técnicas copiadas de vendas americanas que há muito tempo estão obsoletas por lá. Essas ‘técnicas vintage’ acabam replicadas aqui. O que ninguém percebeu, até então, é que o Brasil não é os Estados Unidos dos anos setenta! Precisa moldar toda a interlocução para a realidade do vendedor para o cliente brasileiro que é, com toda razão, o mais desconfiado do mundo”.

A culpa nunca foi do  vendedor

As corporações terão que transformar o vendedor. Os gestores precisam saber qual é a ideia distintiva da empresa, ter um brand positioning e explicar este novo conceito para as equipes de vendas: “A grande pergunta dos clientes é por que eu devo comprar de uma empresa e não de outra? Se uma empresa não passa esse conceito ao seu vendedor, como ela espera que ele faça seu trabalho?”  Gerardo aponta o dedo sem medo:  A culpa nunca é do vendedor.

Perfil desafiador

Existem diferentes tipos de pessoas nesta jornada. Aquele perfil de relacionamento em que o vendedor leva o cliente para jantar já é um modelo atrasado. O perfil agora é o do vendedor desafiador, que vai conseguir perceber qual o tipo do cliente que está diante dele e qual é a etapa emocional em que ele se encontra:

“Tudo isso, com o brand positioning e um preparo extenso, vai mudar este vendedor, e ainda assim não é suficiente. Depois vem o método de negociação em que este colaborador faz o cliente confiar nele, construir o produto que o cliente precisa”

Feedback

Gerardo aponta, finalmente, outro detalhe relevante que também é culpa da falta de treinamento adequado: o saber escutar do vendedor que precisa aprender a usar o Feedback –  ele até faz as perguntas, mas não escuta as respostas para descobrir qual é o cliente na sua frente:

“Mudar essa mentalidade já é parte da preparação do vendedor moderno. Mas se a empresa não sabe onde está posicionada, não adianta apenas passar uma tabela de preços e pedir milagres” completa o especialista.  

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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