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Empregos perdidos na aviação comercial podem ser absorvidos pela aviação executiva

A aviação comercial, sem dúvida, está entre os setores mais impactados ao longo deste um ano de pandemia. Para se ter uma ideia, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) estima US$ 157 bilhões em perdas, entre 2020 e 2021. O prejuízo é cinco vezes maior do que o registrado durante a recessão de 2008-2009. Só no Brasil, as grandes empresas áreas acumularam um prejuízo de R$ 19,7 bilhões. E essa perda de receita se reflete, infelizmente, no fechamento de postos de trabalho. Segundo levantamento da consultoria Five Aero, cerca de 620 mil empregos foram eliminados desde o início da pandemia.

Mas, ao passo que a aviação comercial acumula prejuízos, a chamada aviação executiva (voltada para voos privados) cresce exponencialmente, e o setor pode absorver boa parte dessa mão de obra especializada, que há pouco tempo atuava na aviação comercial. É o que argumenta o piloto de linha aérea e gerente de produto do Antares Polo Aeronáutico, empreendimento em construção na cidade de Aparecida de Goiânia, Eumar Lopes.

Segundo ele, Goiás é um dos estados que absorverá boa parte dessa mão de obra especializada com a construção do polo aeronáutico na Região Metropolitana de Goiânia. “A chegada do Antares, que é um pólo da aviação geral, representará o surgimento de muitas e várias oportunidades para os vários profissionais que são demandados para as operações aeroportuárias, desde um gerente de aeroporto até os atendentes de pista. Há também profissões ligadas à manutenção, como mecânicos e auxiliares de mecânica de aeronaves. No Antares, inclusive, outros serviços surgirão ao redor do empreendimento, como hotelaria, aluguel de veículos e alimentação, o que irá demandar uma grande cadeia de empregos”, explica Eumar. Ele revela ainda, que quando estiver em pleno funcionamento, o Antares poderá  gerar cerca de 3 mil postos de trabalho. O Antares, só em sua fase de pré-lançamento, comercializou cerca de 30% dos 72 lotes ofertados.

Crescimento

Para se ter uma ideia do crescimento da aviação executiva no último ano, o Flapper, um dos principais aplicativos de reserva para voos executivos usados no Brasil, registrou um aumento de 194% na receita de dezembro de 2020 em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a plataforma Fly Adam, também especializada no agendamento de voos executivos, registrou uma alta de 300% nas buscas e fretamentos de aeronaves em dezembro, na comparação com mesmo mês em 2019. No começo deste ano, a procura continuou em alta e o Flapper apurou um aumento de 397% nos primeiros 20 dias do ano nos pedidos de cotação para voos executivos.

De acordo com o professor do curso de Ciências Aeronáuticas da Puc Goiás, Salmen Chaquip Bukzem, a tendência do cenário da aviação executiva no País era de aquecimento antes da pandemia e deve ser, certamente, de superaquecimento num momento pós-pandemia. “Não tenho nenhuma dúvida que o modal de transporte que mais irá crescer no país é o aéreo. Para os grandes empresários, mesmo com a maior difusão das reuniões online, não se exclui a necessidade de contato presencial em muitas ações. Temos na aviação agrícola, uma categoria importante  da aviação executiva e o aumento dos serviços de transporte aeromédico”, avalia Bukzem.

O professor de ciências aeronáuticas explica que a aviação não movimenta só o pessoal diretamente ligado à manutenção e operação de aeronaves. Segundo o especialista, há também uma infinidade de atividades satélites que orbitam o setor, como fornecedores de peças e prestadores de serviços diversos.

De acordo com Bukzem, devido a necessidade de grande especialização, os vencimentos de profissionais que atuam no setor da aviação podem ser bem acima da média.  “No caso do pessoal ligado à área de manutenção, por exemplo, os salários variam conforme a complexidade dos equipamentos que eles operam. Mecânicos de monomotores a pistão, recebem uma média entre R$ 3.300 a R$ 3.500. À medida que esse profissional vai crescendo e vai tendo acesso a aeronaves mais complexas, temos outro nível que exige maior capacitação, chegando a ganhar em torno de R$ 5 mil. Quando se chega aos modernos jatos executivos esses ganhos são ainda maiores, já que são aeronaves mais sofisticadas e caras”, esclarece o especialista.

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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