Em 5 anos, Brasil tem mais de 80 operações de fusões no setor do Ensino Básico

Considerando os principais consolidadores, o Brasil já soma 81 transações de M&A no ensino básico desde de 2016. Só em 2021 foram 16 aquisições. Os dados são de um estudo elaborado pela RGS Partners, boutique de M&A focada em médias empresas. Em sua maioria, as transações contam com aquisições de 100% e o destaque do último ano vai para o grupo Eleva, que adquiriu 51 escolas da Cogna. A iniciativa deu ao grupo o título de maior operação de M&A já realizada no setor de educação básica, com valor transacionado de R$ 964 milhões

De acordo com o estudo setorial feito pela RGS Partners, cada vez mais o segmento de ensino básico tem se mostrado atrativo para investimentos no Brasil. “Assim como na saúde temos um aumento na demanda por serviços por conta do envelhecimento populacional, na educação, apesar do número de filhos por família estar reduzindo ao longo do tempo, o valor disponível para investimento por filho aumenta pois educação é prioridade no orçamento familiar. A educação privada ganhará espaço e deve passar por significativa consolidação nesta década”, pontua o sócio da RGS, Pedro Scharam

O executivo ainda destaca que, com alto potencial de consolidação, o ensino básico no Brasil também conta com oportunidades ainda inexploradas em todas as regiões do país e possibilidade de expansão de marcas fortes — realidade acentuada pelo cenário da pandemia. À medida que muitas escolas demoraram a se adaptar às aulas virtuais e sofreram financeiramente, aquelas que se adaptaram rápido conseguiram recuperar alunos e se fortalecer, intensificando o potencial de consolidação dessas marcas em suas regiões

De acordo com o estudo da RGS, atualmente o Brasil possui quase 9 milhões de alunos e R$ 80 bilhões transacionados por ano no segmento do ensino básico privado. “A educação básica passou de quatro para doze consolidadores em um período de sete anos. Apesar dos impactos da pandemia no campo do ensino básico, neste período houve a entrada de novos consolidadores no segmento”, detalha Scharam. “Entre os consolidadores mais ativos, estão a Bahema, Eleva, Grupo Seb, Inspira e Rede Decisão”, completa.

M&A no ensino básico por regiã

Desde 2016, mais de 50% de todas as transações de educação básica considerando os principais consolidadores no Brasil foram registradas na região Sudeste (53.1%). Em segundo lugar, aparece o Sul com 24.7%, seguido do Nordeste (9.9%), Norte (7.4%) e Centro-Oeste (4.9%)

São Paulo é o estado com maior volume de operações no segmento, com um total de 19 transações envolvendo os principais consolidadores (23.8%). Em seguida, o Paraná com 14 transações (17.5%) e em terceiro lugar está o Rio de Janeiro, com 13 operações (15.9%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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