Setor de transporte rejeita medidas antidumping para pneus importados

Setor de transporte rejeita medidas antidumping para pneus importados

O transporte rodoviário de cargas e passageiro é uma peça fundamental para a infraestrutura logística do Brasil, sendo os pneus um elemento crucial para sua eficiência, segurança e custos operacionais. O item pneu representa o segundo maior custo no setor e mudanças em seu preço têm um impacto substancial nos custos de frete.

Nesse contexto, entidades de classe do transporte de carga como a Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) e a Associação de Caminhoneiros e Transportadores de Minas Gerais (ASBRAT), expressam sua oposição ao aumento da tributação sobre pneus importados, uma possível consequência das medidas antidumping propostas nas Resoluções GECEX 198/2021 e 176/2021. Essas resoluções afetam principalmente os pneus utilizados por caminhões e ônibus, o que aumentaria consideravelmente os custos operacionais de transporte devido ao aumento dos impostos.

A oposição às medidas antidumping baseia-se nos impactos negativos que ocorrerão pelo aumento dos preços dos pneus importados de aro 20, 22 e 22,5 para ônibus e caminhões, resultando em custos mais altos para os transportadores autônomos, frotas e fabricantes de implementos rodoviários.

Além disso, as entidades afirmam que não há justificativa plausível para as demandas das indústrias multinacionais de pneus presentes no Brasil para a adoção ou ampliação de medidas antidumping, já que não há nenhum favorecimento tributário aos importados.

A competitividade dos pneus importados é determinada principalmente pelo processo produtivo, que é mais avançado em outros países do que no Brasil. Os pneus importados são comercializados a preços justos, com todos os tributos recolhidos no momento da nacionalização, contribuindo para a transparência e a arrecadação fiscal.

A proposta de medidas antidumping provém das indústrias multinacionais de pneus instaladas no Brasil, que buscam dominar o mercado nacional, aumentando assim os custos logísticos e transferindo lucros para suas matrizes no exterior.

Essas indústrias já obtiveram uma vitória recente com o aumento de 16% do imposto de importação de pneus de carga e uma nova majoração tributária com a aplicação das medidas antidumping resultaria em um produto ainda mais caro, causando danos significativos e diminuindo competitividade.

Por fim, é importante destacar que o aumento dos custos através das medidas antidumping teria um efeito em cascata significativo em várias cadeias de abastecimento, incluindo o agronegócio, produtos essenciais e bens destinados à exportação, além do consumidor final.

Portanto, essas entidades esperam que a audiência pública, agendada para esta quarta-feira,  dia 7 de fevereiro, na Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados, resulte em uma conclusão clara sobre os efeitos prejudiciais do aumento da carga tributária.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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