Dolarização e diversificação: caminho para um futuro financeiro mais seguro

Veja onde investir mesmo com o cenário atual da inflação no Brasil e nos EUA
Quando pensamos em saúde financeira e aposentadoria, guardar dinheiro é importante, mas garantir a manutenção do poder de compra é essencial para quem pretende viver dos investimentos um dia.
Segundo Paula Zogbi, gerente de Research e head de conteúdo da Nomad, objetivos de longo prazo devem estar sempre atrelados a ganhos acima dos aumentos dos preços. Por isso, é essencial compreender como se proteger e investir em tempos de alta inflação.
A pandemia e guerras subsequentes trouxeram algumas disrupções na cadeia de suprimentos que criaram um novo cenário de aumento nos preços mesmo em países que não viam inflação acelerada há muito tempo, como os EUA. O período de juros elevados ajudou a controlar esse efeito, mas a inflação continua sendo uma preocupação em boa parte do mundo, e parece ter vindo para ficar no médio prazo.
Mesmo assim, segundo Paula Zogbi, existem diversas formas de proteger o poder de compra a partir dos investimentos. “Investir de forma inteligente e diversificada, inclusive nos Estados Unidos, proporciona maior proteção contra muitas intercorrências, mantendo seu patrimônio mais seguro contra imprevistos”, pontua. Vale lembrar que a inflação no Brasil sofre efeitos diretos da variação cambial, já que muitos produtos e serviços são cotados em dólares, como combustíveis, trigo e eletrônicos. Ter uma carteira dolarizada também atenua os efeitos inflacionários no longo prazo.
Opções de investimentos que contribuem com a proteção contra inflação
- Tesouro IPCA+ e TIPs: seu dinheiro rendendo mais que a inflação
O Tesouro IPCA+ (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é um título público oferecido pelo Tesouro Nacional que vincula sua rentabilidade à inflação. Nos Estados Unidos, existe um instrumento parecido, os chamados TIPS (Treasury Inflation-Protected Securities). Ao investir nesses produtos, o investidor está, essencialmente, emprestando dinheiro ao governo brasileiro ou americano, que se compromete a reembolsar o valor corrigido pela variação, acrescido de uma taxa prefixada. Essa combinação proporciona uma remuneração real, ou seja, acima da inflação, protegendo o investidor contra a perda do poder de compra ao longo do tempo, desde que a aplicação seja mantida até o vencimento. Esse modelo torna o investimento especialmente atrativo em períodos de inflação elevada, pois o rendimento se ajusta às oscilações nos preços.
- Commodities
As commodities também representam uma opção sólida para proteção contra a inflação, já que a variação dos preços de ativos em estado bruto está diretamente relacionada ao aumento dos custos de vida globalmente. Investir em ativos como ouro e petróleo pode oferecer uma cobertura adicional. A aplicação pode ser feita via ativo físico, contratos futuros ou ETFs, como o SPDR Gold Shares (GLD) e o United States Oil Fund (USO).
- Empresas bem-posicionadas no mercado
De acordo com a especialista da Nomad, investir em empresas líderes em seus segmentos, que têm histórico de conseguir repassar custos ao consumidor, pode ser uma boa estratégia para proteger também a carteira de ações contra os efeitos inflacionários. Vale buscar o histórico de lucratividade da companhia ou fundos que acompanhe companhias lucrativas ou boas pagadoras de dividendos, por exemplo.
- ETFs: porta de entrada para a diversificação global
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de investimento que acompanham o desempenho de um índice ou de um conjunto de ativos seguindo um critério predeterminado. Ao investir em um ETF, você está, na prática, comprando uma cesta de diversos ativos, como ações, commodities e até renda fixa, com renda variável e dívidas (públicas ou privadas). Isso permite diversificar sua carteira de forma eficiente e com menor custo, reduzindo o risco associado a investimentos em ativos individuais. Na prática, os ETFs são compostos por diferentes ativos selecionados por uma gestora de acordo com o índice ou a estratégia.
Em território nacional contamos com 92 ETFs disponibilizadas pela B3, enquanto nas bolsas americanas existem mais de 3.000 ETFs à disposição dos investidores. Os ETFs permitem investir em diversos ativos, como ações, índices e commodities, de forma prática e com custos reduzidos, o que permite aos investidores obter uma diversificação instantânea em uma única transação.
Começar a investir é um passo fundamental em direção à liberdade financeira e a dolarização da carteira oferece proteção adicional, especialmente no longo prazo. O primeiro passo para quem deseja investir é definir seus objetivos financeiros e estabelecer prazos e valores necessários. Em seguida, escolher uma empresa que se alinhe às suas necessidades, considerando taxas, plataformas e serviços oferecidos. Depois disso é importante montar uma carteira diversificada com ações, renda fixa e fundos de investimento, sempre levando em conta seu perfil de investidor.
“O mais importante para quem investe é garantir que suas decisões estejam alinhadas aos seus objetivos e perfil, e que a custódia dos investimentos esteja em uma instituição segura. Uma empresa como a Nomad facilita o acesso dos investidores ao mercado global, oferecendo diversificação e proteção”, pontua Zogbi. A executiva ainda destaca que investir é uma poderosa ferramenta para proteger seu patrimônio e alcançar suas metas financeiras.








