Crédito para veículos cresceu 12% em 2025

Crédito para veículos cresceu 12% em 2025

Consumidor pessoa física respondeu por maior volume de financiamentos do que as empresas

Apesar dos juros altos e de mais escassez de crédito no mercado em 2025, o saldo total da carteira de financiamento de veículos atingiu R$ 544,4 bi, crescimento de 12% em relação ao ano anterior, quando chegou a R$ 486,2 bilhões, de acordo com o Balanço Anual da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). O aumento supera a expansão do crédito total do SFN (Sistema Financeiro Nacional) de 10,2% no período,
conforme divulgado pelo Banco Central, em dezembro.

Já o total de recursos liberados cresceu moderadamente 3,5%, chegando a R$ 283,4 bilhões. Em 2024, esse número chegou a R$ 273,7 bilhões.

A pessoa física por meio do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi a grande responsável pela tomada de crédito. A modalidade concedeu R$ 281,4 bilhões, no total em financiamentos, sendo que R$ 222,7 bilhões refletiram o consumo financiado pelas famílias. Em relação ao ano passado, o número representou um crescimento de 5,6%.

O total de recursos liberados pelo Leasing cresceu 39,1%, atingindo R$ 1,9 bilhão. Os principais tomadores de crédito foram as pessoas jurídicas.

Outro dado importante é que houve queda da taxa de juros do financiamento de veículos ao longo do ano, mesmo em um cenário de elevação da Selic, que chegou a 15%. Ao final de 2025, a taxa média anual caiu para 21,5%, ante 24,4% no início do ano.

Segundo Enilson Sales, presidente da Anef, essa redução se deve às campanhas comerciais lideradas pelos bancos das montadoras, que ofereceram taxas mais atrativas e reduziram seus spreads.

“O movimento reflete a dinâmica competitiva do mercado, que, por meio de incentivos, atraiu compradores com perfis de menor risco”, afirma o presidente da Anef.

Formas de escoamento das vendas

Em se tratando de carros de passeio, as vendas à vista, que chegaram a atingir um patamar de 64%, em 2022, ano de pandemia, continuaram a decrescer. Caíram de 50% em 2024 para 48% em 2025. O financiamento também reduziu sua participação, descendo três pontos percentuais, indo de 46% para 43%. Já o Consórcio ganhou a preferência do consumidor, subindo 4% para 9%.

No segmento de pesados, caminhões e ônibus, o leasing voltou a ganhar espaço, com avanço de 2 pontos percentuais. Já o consórcio dobrou sua participação, passando de 4% para 8%. O CDC manteve-se estável em 31%, enquanto o Finame recuou de 31% para 22%.

O Consórcio voltou ao patamar de 35% na preferência dos compradores de motos. Já as vendas à vista aumentaram de 31% para 33%, enquanto as financiadas caíram de 37% para 32%.

Em 2025, a inadimplência ficou em 5,6%, aumento de 1,4 ponto percentual em 12 meses.

Para 2026, a Anef projeta crescimento moderado do mercado, com expansão de cerca de 3,9% nos recursos liberados para financiamento de veículos.

“Após a resiliência demonstrada em 2025, mesmo com juros elevados, o setor deve avançar com cautela, apoiado na gradual melhora das condições de crédito, mas ainda sob um cenário macroeconômico desafiador. A seletividade dos bancos na concessão do crédito deve se manter. Porém, haverá mais competitividade entre as modalidades de financiamento, uma vez que o Consórcio e o Leasing vêm aumentando sua participação”, conclui o presidente da entidade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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