Brasileiro pode perder mais de R$ 1 mil por ano a cada R$ 10 mil deixados na conta corrente

Brasileiro pode perder mais de R$ 1 mil por ano a cada R$ 10 mil deixados na conta corrente

Manter recursos sem rendimento representa perda dupla: dinheiro perde poder de compra para a inflação e deixa de gerar ganhos em aplicações conservadoras

Deixar dinheiro parado na conta corrente pode custar muito mais do que a maioria dos brasileiros imagina. Além de perder valor com a inflação, os recursos deixam de render em investimentos considerados conservadores e de alta liquidez. Na prática, manter R$ 10 mil sem qualquer aplicação pode representar a renúncia a mais de R$ 1 mil em rendimentos ao longo de um ano, dependendo das condições de mercado e da rentabilidade disponível em produtos de renda fixa.

O cenário chama atenção justamente em um momento em que muitos investidores ainda mantêm parte significativa de seu patrimônio parada por receio de perder acesso imediato aos recursos. No entanto, o mercado financeiro oferece alternativas que combinam liquidez diária, baixo risco e rentabilidade superior aos recursos mantidos na conta corrente.

Segundo André Bobek, sócio e planejador financeiro da Mhydas Planejamento Financeiro, o principal equívoco está em acreditar que segurança depende de deixar o dinheiro sem qualquer aplicação.

“Existe a percepção de que dinheiro parado está protegido, quando, na realidade, ele está perdendo valor todos os dias. A inflação reduz o poder de compra e ainda há o custo de oportunidade de deixar de aproveitar aplicações conservadoras que oferecem liquidez praticamente imediata”, explica Bobek.

O impacto aumenta conforme o patrimônio cresce. Enquanto um recurso mantido na conta corrente permanece sem qualquer remuneração, investimentos como Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária e fundos de renda fixa podem proporcionar ganhos consistentes sem comprometer o acesso ao dinheiro quando necessário.

Função da conta corrente

Para Bobek, a conta corrente deve funcionar apenas como instrumento de movimentação financeira, e não como local para concentrar patrimônio.

“A reserva para despesas do mês pode permanecer na conta. Já valores destinados à reserva de emergência ou recursos que ficarão parados por semanas ou meses deveriam estar em aplicações adequadas ao perfil do investidor. Hoje é possível unir liquidez, segurança e rentabilidade”, afirma.

Além da perda imediata, o especialista destaca outro fator pouco percebido pelos investidores: o efeito dos juros compostos. Ao deixar recursos sem rendimento, o investidor não apenas perde o retorno daquele período, mas também deixa de acumular ganhos que se multiplicariam ao longo dos anos.

“O maior prejuízo é invisível. As pessoas enxergam o saldo na conta e acreditam que o patrimônio permanece igual, mas, economicamente, ele está diminuindo. Quanto maior o prazo e o valor parado, maior será essa perda”, conclui.

Crédito da foto: Marcello Casal

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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