BNDES e o seu papel na política de crédito

Kesley Rodrigo Machado.
Kesley Rodrigo Machado.

A política de crédito no país tem a figura fundamental do BNDES, que atualmente vem sendo alvo de críticas em função do subsídio de recursos que não repercutem na economia. Daí surge a pergunta: financiamentos para quem? Não é novidade que a política brasileira beneficia a minoria deste país, seja nas decisões relacionadas à política tributária com ajustes fiscais e (leia-se arrocho fiscal, que não alcança a parcela rica da população) ou nas políticas de crédito, que não chegam às pequenas e médias empresas.

Logo, o BNDES, que tem o papel de fomentar a atividade econômica no país através de linhas de crédito, atua de forma intrigante, pois empréstimos de valores exorbitantes foram concedidos para grupos de empresas, tais como a do empresário Eike Batista, cujas ações, se trocadas por um pacote de balas, seria um mau negócio.

Neste contexto, a reflexão se torna muito mais forte, principalmente porque grandes empresas envolvidas no escândalo conhecido como Lava Jato também tiveram financiamentos do BNDES, o que novamente nos remete ao ponto inicial deste artigo: quem recebe as benesses de linhas com carência, taxas atrativas e prazo de pagamento a perder de vista? São as pequenas e médias empresas ou os grandes grupos econômicos que financiam campanhas eleitorais e contratam “consultorias” de figuras políticas?

A resposta a este tema traz a necessidade de reestruturação administrativa e novas políticas de crédito, que restrinjam a forma deliberada de concessão para as grandes companhias e, ao mesmo tempo, melhorem o acesso aos recursos para as pequenas e médias empresas, que encontram muitas dificuldades burocráticas quando necessitam de financiamento da instituição.

Neste sentido, o primeiro passo já foi dado, pois as investigações já iniciaram e o clamor pela moralidade e transparência nas operações há de se instaurar no futuro próximo. Contudo, antes do belo dia de sol sempre há uma forte tempestade e, até agora, ainda nem começou a chover.

O artigo foi escrito por Kesley Rodrigo Machado, gerente Financeiro da Fibracem, empresa que atua no segmento de comunicação óptica desde 1993, atendendo clientes em todo o território brasileiro e na América Latina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *